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Sacratíssimo Coração de Jesus
Oração
Fazer o sinal da cruz
Oração ao Espírito Santo:
Vinde Espírito Santo! Enviai o vosso Espírito, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.
E renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação.
Por Cristo, nosso Senhor.
Amém!
Santíssimo Sacramento do Altar; Jesus Amoroso e misericordioso;
Jesus! Justo e fiel, repleto de amor por toda a humanidade;
Jesus sacramentado, prisioneiro de amor e compaixão;
Aumenta a minha fé.
Senhor Jesus, faz que minha alma seja misericordiosa;
Senhor do Caminho, faça-me enxergar o verdadeiro caminho do bem;
Senhor da Verdade, faça-me enxergar a ti que é a Verdade;
Senhor Jesus, faça-me amar-te mais e mais…
O seu amor por nós e tão grande que nos dá como alimento o seu corpo
E o seu sangue;
O seu amor por nós é tão grande que nos dá como segurança
Um anjo de guarda;
Que caminha conosco por toda nossa vida;
É ele que nos ajuda nos momentos difíceis;
É ele que caminha conosco lado a lado;
Senhor Jesus, faça com que eu me lembre sempre de meu anjo protetor;
Senhor Jesus, que és bom para mim em todos os momentos de minha vida;
Me ajuda a perceber a sua presença no meio de nós;
Se me pergunto: O que sou para ti? Tu me respondes:
“Que eu sou mais especial e que me ama incondicionalmente;
Senhor Jesus, no céu e na terra seja seu nome para sempre honrado e amado;
Sacratíssimo Coração amoroso de Jesus sacramentado;
Creio na sua presença real no Santíssimo Sacramento do Altar;
Sagrado Coração de Jesus, em Ti confio e coloco minha nação;
Sagrado Coração de Jesus, ardente de amor por nós;
Renova meu coração agora;
Sagrado Coração de Jesus, converta os corações mais duros;
Sagrado Coração de Jesus, ardente de amor e compaixão;
Sagrado Coração de Jesus, que me ama e quer amar mais e mais…
Sagrado Coração de Jesus, converta os pobres pecadores,
santifica a humanidade inteira com seu amor e livra as almas fiéis do purgatório;
Sagrado Coração de Jesus, aumenta em mim a Fé, a Esperança e a Caridade;
Sagrado Coração de Jesus, tenha compaixão de nós;
Sagrado Coração de Jesus, seja meu amor;
Sagrado Coração de Jesus, tenha piedade de mim e dos irmãos peregrinos;
Sagrado Coração de Jesus, faça que te ame sempre, mais e mais…
Honra, Louvor e Glória ao Sagrado Coração de Jesus; Ontem, hoje e sempre;
Coração de amor, ponho toda minha confiança em Ti;
Sagrado Coração de Jesus, tenha compaixão de nós; dos nossos Sacerdotes e
Diáconos, do nosso Papa, dos nossos Bispos, de nossos Cardeais, das nossas Freiras;
Sagrado Coração de Jesus, caminha com sua Igreja lado a lado sempre mais e mais…
Sagrado Coração de Jesus, confortado pelo anjo, conforta-nos em nossa agonia;
Sagrado Coração de Jesus, creio em teu amor por mim;
Sagrado Coração de Jesus, proteja nossas famílias;
Sagrado Coração de Jesus, seja adorado, seja amado, seja louvado;
Sagrado Coração de Jesus, venha a nós o vosso reino;
Sagrado Coração de Jesus, eu me vou a Ti por Maria;
Sagrado Coração de Jesus, eu me vou a Ti por José;
Seja amado em todo o mundo o Santíssimo Sacramento do Altar;
Tudo por nós, tudo por vós;
Doce e meigo coração de Maria, mostra-nos seu filho Jesus;
Santo e Terno José, mostra seu filho Jesus;
José e Maria, seja a salvação de minha alma;
Doce e meigo coração de Maria, seja nossa salvação.
Assim seja… amém!
Santíssimo Sacramento do Altar, eu creio, eu adoro, eu espero e te amo.
Te peço perdão pelos que não creiam, não adoram, não esperam e não te amam.
No céu e na terra seja para sempre amado o coração amoroso de Jesus sacramentado.
Santíssimo Sacramento do Altar, eu creio, eu adoro, eu espero e te amo.
Te peço perdão pelos que não creiam, não adoram, não esperam e não te amam.
No céu e na terra seja para sempre amado o coração amoroso de Jesus sacramentado.
Santíssimo Sacramento do Altar, eu creio, eu adoro, eu espero e te amo.
Te peço perdão pelos que não creiam, não adoram, não esperam e não te amam.
No céu e na terra seja para sempre amado o coração amoroso de Jesus sacramentado.
Assim seja…Amém!
Sinal da cruz…
Querigma do Senhor
Uma apresentação de quem é o Senhor feita pelo profeta Isaías; Is 45, 6-25
“5Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim. Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, 6.a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim. Eu sou o Senhor, sem rival; 7. formei a luz e criei as trevas, busco a felicidade e suscito a infelicidade. Sou eu o Senhor, que faço todas essas coisas. 8.Que os céus, das alturas, derramem o seu orvalho, que as nuvens façam chover a vitória; abra-se a terra e brote a felicidade e, ao mesmo tempo, faça germinar a justiça! Sou eu, o Senhor, a causa de tudo isso”. * 9. Ai daquele que discute com quem o formou, vaso entre os vasilhames de terra! Acaso diz a argila ao oleiro: “Que fazes?”. Acaso diz a obra ao operário: “És incompetente?” * 10. Ai daquele que ousa dizer a seu pai: “Por que me geraste?”. E à sua mãe: “Por que me concebeste?”. 11.Eis o que diz o Senhor, o Santo de Israel e seu criador: “Pretendeis pedir-me conta do futuro, ditar-me um modo de agir? * 12. Fui eu quem fez a terra, e a povoou de homens; foram minhas mãos que estenderam os céus, e eu comando todo o seu exército. 13.Fui eu quem, na minha justiça, suscitou Ciro, e quem por toda parte lhe aplaina o caminho; e é ele quem fará reedificar minha cidade e libertar meus deportados, sem recompensa nem dádivas” – diz o Senhor dos exércitos.* 14.Eis o que diz o Senhor: “Os pobres do Egito, os traficantes da Etiópia, os de elevada estatura de Sabaim, passarão para a tua terra e serão teus, eles te servirão e desfilarão acorrentados, eles se prostrarão diante de ti e te implorarão: ‘Deus só se encontra em tua morada, não tem rival algum, os outros deuses não existem.* 15.Verdadeiramente um Deus se esconde em tua casa, o Deus de Israel, um Deus que salva!’.* 16.Ficarão envergonhados e confusos todos aqueles que se lhe opuseram; ignominiosamente eles se retirarão os fabricantes de ídolos. 17.Israel obterá do Senhor uma salvação eterna, sem confusão nem vergonha, até o fim dos tempos”. 18.Eis o que diz o Senhor que criou os céus, ele, o único Deus que formou a terra e a estabilizou, que não a criou para que seja um caos, mas a organizou para que nela se viva: “Eu sou o Senhor, e não tenho rival. 19.Não tenho falado às escondidas, nem em uma terra tenebrosa. Não disse à raça de Jacó: ‘Procurai-me no caos’, eu, o Senhor, digo a verdade, e me manifesto com toda a franqueza. * 20. Vinde, reuni-vos todos, aproximai-vos, vós que fostes salvos dentre as nações! Nada disso compreendem aqueles que trazem seu ídolo de madeira, aqueles que oram a um deus impotente para salvar. 21.Fazei valer vossos argumentos, consultai-vos uns aos outros: quem havia predito o que se passa, quem o tinha anunciado desde longa data? Não fui eu, o Senhor, e nenhum outro? Não há Deus fora de mim. 22.Volvei-vos para mim, e sereis salvos, todos os confins da terra, porque eu sou Deus e sou o único, * 23. juro-o por mim mesmo! A verdade sai de minha boca, minha palavra jamais será revogada: todo joelho deve dobrar-se diante de mim, toda língua deve jurar por mim, * 24. dizendo: ‘É só no Senhor que se encontra a vitória e a força. A ele virão envergonhados todos aqueles que se tinham levantado contra ele; 25.mas toda a raça de Israel achará no Senhor o triunfo e a glória’.”
SINTESE PESSOAL
Iahweh, o Senhor da história, é quem dirige as nações e acontecimentos para dar liberdade e vida ao povo que a ele se aliou. Para realizar o seu projeto, Iahweh se serve da história dos povos, chegando mesmo a tomar um rei pagão para revesti-lo com a função de messias (ungido), própria dos reis de Israel. O Deus vivo não está confinado a um templo, nem a uma instituição, nem a determinada estrutura de religião: o lugar eminente do seu agir é a história e a vida. O v.7 salienta que Iahweh criou todas as coisas, e sabemos, pela Bíblia, que toda a criação é boa (cf. Gn 1,4.10.12 etc. Eclo 39,12-35). A distinção entre o bem e o mal começa a partir do posicionamento que o homem toma diante do projeto de Deus.
Justiça e salvação sempre são frutos do céu e da terra, de Deus e do homem: Deus é quem concede, e o homem a recebe; Deus as criou e realiza através da criatividade humana. Como Senhor da história e do universo, Iahweh age de forma soberana; ninguém tem direito de questioná-lo, nem ele é obrigado a prestar contas do que faz. A libertação de Israel é o meio pelo qual Iahweh se manifesta ao mundo inteiro; todos o reconhecerão pelo modo como ele restabeleceu um povo que estava “morto”. E todos virão adorar o Senhor do universo e da história, escondido num povo que é nada perante as grandes potências.
Oráculo real de entronização, Ciro é chamado pelo seu nome, chamou-o para dominar sobre toda a terra. (Antigo Testamento).
Primeiro anúncio de Pedro revelando que Jesus Cristo é o Messias. Revelação do plano de salvação concedido pelo ‘Pai’; Plenamente realizado pelo seu Filho único – Jesus Cristo; Verdadeiramente cumprido pela ação do Espírito Santo que permanece conosco. Cabe aos seguidores que aderirem, sejam Cristãos ou pessoas que fazem sua vontade, serem corresponsáveis na vivência e seguimento dos ensinamentos do Evangelho, testemunhando-o e transformando o mundo em uma nova Terra.

“Atos dos Apóstolos, 2, 1-47
1.Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.* 2.De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. 3.Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4.Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. 5.Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. 6.Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7.Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: “Não são, porventura, galileus todos estes que falam? 8.Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9.Partos, medos, elamitas; os que habitam a Mesopotâmia, a Judeia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia,* 10.a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, 11.judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicarem em nossas línguas as maravilhas de Deus!”.* 12.Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: “Que significam estas coisas?”. 13.Outros, porém, escarnecendo, diziam: “Estão todos embriagados de vinho doce”. 14.Pedro, então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: “Homens da Judeia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras. 15.Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia.* 16.Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel: 17.Acontecerá nos últimos dias – é Deus quem fala –, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão. 18.Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão. 19.Farei aparecer prodígios em cima, no céu, e milagres embaixo, na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20.O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. 21.E, então, todo o que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,1-5)”. 22.“Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis, 23.depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios. 24.Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder. 25.Pois dele diz Davi: Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. 26.Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim, também a minha carne repousará na esperança, 27.pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu Santo conheça a corrupção. 28.Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face (Sl 15,8-11). 29.Irmãos, seja permitido dizer-vos com franqueza: do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje. 30.Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado no seu trono. 31.É, portanto, a ressurreição de Cristo que ele previu e anunciou por estas palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção. 32.A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas. 33.Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis. 34.Pois Davi pessoalmente não subiu ao céu, todavia diz: O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita 35.até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1). 36.Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo.”* 37.Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: “Que devemos fazer, irmãos?”. 38.Pedro lhes respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo, 39.pois a promessa é para vós, para os vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus”.* 40.Ainda com muitas outras palavras exortava-os, dizendo: “Salvai-vos do meio dessa geração perversa!”. 41.Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número de adeptos. 42.Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações.* 43.De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém, e o temor estava em todos os corações. 44.Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. 45.Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. 46.Unidos de coração, frequentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, 47.louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros, que estavam a caminho da salvação.*
Palavra da Salvação! Glória a vós Senhor.
Notas explicativas:
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2,1. Pentecostes ou festa da Messe, celebrada pelos judeus sete semanas depois da Páscoa, no 50 dia. Pentecostes, em grego, significa quinquagésimo (dia).
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2,9. Partos, medos, elamitas: habitantes da Pártia, da Média e do Elam, territórios situados entre o mar Cáspio e o golfo Pérsico. Frígia e Panfília, Capadócia e Ponto: hoje territórios da Turquia asiática.
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2,11. Os prosélitos: chamados alhures tementes a Deus. Eram pagãos que tinham abraçado, ao menos parcialmente, a religião do povo judaico.
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2,15. Hora terceira: às nove horas da manhã. 2,36. Cristo: significa – Messias.
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2,39. A promessa: ou seja, a salvação por Jesus Cristo. 2,42. Fração do pão: o rito eucarístico, ou a memória da Paixão de Jesus, instituída na última Ceia, era praticada por ocasião da refeição comum.
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2,47. A caminho: literalmente – aqueles que eram salvos.”
COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
JESUS CRITO E ADÃO – JESUS É O NOVO ADÃO
“Na realidade o mistério do homem só se torna claro verdadeiramente no mistério do Verbo Encarnado”. (359)
São Paulo ensina-nos que dois homens estão na origem do gênero humano: Adão e Cristo… ” O primeiro Adão”, diz ele, “foi criado como um ser humano que recebeu a vida; o segundo é um ser espiritual que dá a vida.” O primeiro foi criado pelo segundo, de quem recebeu a alma que o faz viver… O segundo Adão estabeleceu sua imagem no primeiro Adão quando o modelou. E assim se revestiu da natureza deste último e dele recebeu o nome, a fim de não deixar perder aquilo que havia feito à sua imagem. Primeiro Adão, segundo Adão: o primeiro começou o segundo não acabará. Pois, o segundo é verdadeiramente o primeiro, como ele mesmo disse: “Eu sou o Primeiro e o Último”.
Com o progresso da revelação, é esclarecida também a realidade do pecado. Embora o povo de Deus do antigo Testamento tenha conhecido a dor da condição humana à luz da história da queda narrada no Gênesis, não era capaz de entender o significado último desta história, que só se manifesta plenamente à luz da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. É preciso conhecer a Cristo como fonte da graça para conhecer Adão como fonte do pecado. É o Espírito-Paráclito, enviado por Cristo ressuscitado, que veio estabelecer “a culpabilidade do mundo a respeito do pecado” (Jo 16,8), ao revelar aquele que é o Redentor do mundo. (388)
Todos os homens estão implicados no pecado de Adão.
São Paulo o afirma: “Pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores” (Rm 5,19). “Como por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, assim a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram…” (Rm 5,12). À universalidade do pecado e da morte o Apóstolo opõe a universalidade da salvação em Cristo: “Assim como da falta de um só resultou a condenação de todos os homens, do mesmo modo, da obra de justiça de um só (a de Cristo), resultou para todos os homens justificação que traz a vida” (Rm 5,18). (402)
Jesus é concebido pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, pois ele é o Novo Adão que inaugura a nova criação: “O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre; o segundo homem vem do Céu” (1 Cor 15,47). A humanidade de Cristo é, desde a sua concepção, repleta do Espírito Santo, pois Deus “lhe dá o Espírito sem medida” (Jo 3,34). É da “plenitude dele”, cabeça da humanidade remida, que “nós recebemos graça sobre graça” (Jo 1,16). (504)
Jesus, o Novo Adão, inaugura por sua concepção virginal o novo nascimento dos filhos de adoção no Espírito Santo pela fé. “Como se fará isto?” (Lc 1,34), A participação na vida divina não vem “do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1,13). O acolhimento desta vida virginal, pois esta é totalmente dada pelo Espírito ao homem. O sentido esponsal da vocação humana em relação a Deus é realizado perfeitamente na maternidade virginal de Maria. (505)
Toda a vida de Cristo é mistério de Recapitulação. Tudo o que Jesus fez, disse e sofreu tinha por meta restabelecer o homem caído em sua vocação primeira:
Quando ele se encarnou e se fez homem, recapitulou em si mesmo a longa história dos homens e, em resumo, nos proporcionou a salvação, de sorte que aquilo que havíamos perdido em Adão, isto é, sermos à imagem e à semelhança de Deus, o recuperamos em Cristo Jesus. É, aliás, por isso que Cristo passou por todas as idades da vida, restituindo com isto a todos os homens a comunhão com Deus. (518)
A submissão de Jesus a sua Mãe e a seu pai legal cumpre com perfeição o quarto mandamento. Ela é a imagem temporal de sua obediência filial a seu Pai Celeste. A submissão diária de Jesus a José e a Maria anunciavam e antecipava a submissão da Quinta-feira Santa: “Não a minha vontade…” (Lc 22,42). A obediência de Cristo no cotidiano da vida escondida inaugurava já a obra de restabelecimento daquilo que a desobediência de Adão havia destruído. (532)
Os Evangelhos falam de um tempo de solidão de Jesus no deserto, imediatamente após seu Batismo por João: “Levado pelo Espírito” ao deserto, Jesus ali fica quarenta dias sem comer, vive com os animais selvagens e os anjos o servem. No final dessa permanência, Satanás o tenta por três vezes, procurando questionar sua atitude filial para com Deus. Jesus rechaça esses ataques que recapitulam as tentações de Adão no Paraíso e de Israel no deserto, e o Diabo afasta-se dele “até o tempo oportuno” (Lc 4,13). (538)
Os evangelistas assinalam o sentido salvífico desse acontecimento misterioso. Jesus é o novo Adão, que ficou fiel onde o primeiro sucumbiu à tentação. Jesus cumpre à perfeição a vocação de Israel: contrariamente aos que provocaram outrora a Deus durante quarenta anos no deserto, Cristo se revela como o Servo de Deus totalmente obediente à vontade divina. Nisso Jesus é vencedor do Diabo: ele “amarrou o homem forte” para retornar-lhe a presa. A vitória de Jesus sobre o tentador no deserto antecipa a vitória da Paixão, obediência suprema de seu amor filial ao Pai. (539)
Cristo desceu, portanto, no seio da terra, a fim de que “os mortos ouçam a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem vivam” (Jo 5,25). Jesus, “o Príncipe da vida’, “destruiu pela morte o dominador da morte, isto é, o Diabo, e libertou os que passaram toda a vida em estado de servidão, pelo temor da morte” (Hb 2,14-15). A partir de agora, Cristo ressuscitado “detém a chave da morte e do Hades” (Ap 1,18), e “ao nome de Jesus todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos infernos” (Fl 2,10).
Um grande silêncio reina hoje na terra, um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio porque o Rei dorme. A terra tremeu e acalmou-se porque Deus adormeceu na carne e foi acordar os que dormiam desde séculos… Ele vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha perdida. Quer ir visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus: Adão acorrentado e Eva com ele cativa. “Eu Sou teu Deus, e por causa de ti me tornei eu filho. Levanta-te, tu que dormes, pois não te criei para que fiques prisioneiro do inferno. Levanta-te dentre os mortos, Eu Sou a vida dos mortos. (635)
Fonte: Compêndio do Catecismo da Igreja Católica
Querigma de Paulo
“Atos dos Apóstolos, 13
1.Havia então na Igreja de Antiquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.*2.Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: “Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado”. 3.Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram. 4.Enviados assim pelo Espírito Santo, foram a Selêucia e dali navegaram para a ilha de Chipre. 5.Chegados a Salamina, pregavam a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham com eles João para auxiliá-los. *6. Percorreram toda a ilha até Pafos e acharam um judeu chamado Barjesus, mago e falso profeta, 7.que vivia na companhia do procônsul Sérgio Paulo, homem sensato. Este chamou Barnabé e Saulo, e exprimiu-lhes o desejo de ouvir a Palavra de Deus. 8.Mas Élimas, o Mago – pois assim é interpretado o seu nome –, se lhes opunha, procurando desviar da fé o procônsul. 9.Então Saulo, chamado também Paulo, cheio do Espírito Santo, cravou nele os olhos e disse-lhe: 10. “Filho do demônio, cheio de todo engano e de toda astúcia, inimigo de toda justiça, não cessas de perverter os caminhos retos do Senhor! 11.Eis que agora está sobre ti a mão do Senhor e ficarás cego. Não verás o sol até nova ordem!”. Caíram logo sobre ele a escuridão e as trevas, e, andando à roda, buscava quem lhe desse a mão. 12.À vista desse prodígio, o procônsul abraçou a fé, admirando vivamente a doutrina do Senhor. 13.Paulo e os seus companheiros navegaram de Pafos e chegaram a Perge, na Panfília, de onde João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém. 14.Mas eles, deixando Perge, foram para Antiquai da Pisídia. Ali entraram em dia de sábado na sinagoga, e sentaram-se. 15.Depois da leitura da Lei e dos profetas, mandaram-lhes dizer os chefes da sinagoga: “Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação ao povo, falai-a”. 16.Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão e falou: “Homens de Israel e vós que temeis a Deus, ouvi. 17.O Deus do povo de Israel escolheu nossos pais e exaltou este povo no tempo em que habitava na terra do Egito, de onde os tirou com o poder de seu braço. 18.Por espaço de quarenta anos alimentou-os no deserto. 19.Destruiu sete nações na terra de Canaã e distribuiu-lhes por sorte aquela terra durante quase quatrocentos e cinquenta anos. 20.Em seguida, lhes deu juízes até o profeta Samuel. 21.Pediram então um rei, e Deus lhes deu, por quarenta anos, Saul, filho de Cis, da tribo de Benjamim. 22.Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades. 23.De sua descendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus. 24.João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel. 25. Terminando a sua carreira, dizia: Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado. 26.Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação. 27.Com efeito, os habitantes de Jerusalém e os seus magistrados não conheceram Jesus, e, sentenciando-o, cumpriram os oráculos dos profetas, que cada sábado são lidos. 28.Embora não achassem nele culpa alguma de morte, pediram a Pilatos que lhe tirasse a vida. 29.Depois de realizarem todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o do madeiro, puseram-no num sepulcro. 30.Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos. 31.Durante muitos dias apareceu àqueles que com ele subiram da Galileia a Jerusalém, os quais até agora são testemunhas dele junto ao povo. 32.Nós vos anunciamos: a promessa feita a nossos pais, 33.Deus a tem cumprido diante de nós, seus filhos, suscitando Jesus, como também está escrito no Salmo segundo: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei (Sl 2,7). 34.Que Deus o ressuscitou dentre os mortos, para nunca mais tornar à corrupção, ele o declarou desta maneira: Eu vos darei as coisas sagradas prometidas a Davi (Is 55,3). 35.E diz também noutra passagem: Não permitirás que teu Santo experimente a corrupção (Sl 15,10). 36.Ora, Davi, depois de ter servido em vida aos desígnios de Deus, morreu. Foi reunido a seus pais e experimentou a corrupção. 37.Mas aquele a quem Deus ressuscitou não experimentou a corrupção. 38.Sabei, pois, irmãos, que por ele se vos anuncia a remissão dos pecados. 39.Todo aquele que crê é justificado por ele de tudo aquilo que não pôde ser pela Lei de Moisés. 40.Cuidai, pois, que não venha sobre vós o que foi dito pelos profetas: 41. Vede, ó desprezadores, pasmai e morrei de espanto. Pois “eu vou realizar uma obra em vossos dias, obra em que não creríeis, se alguém vo-la contasse” (Hab 1,5). 42.Ao saírem, rogavam que lhes repetissem essas palavras no sábado seguinte. 43.Depois que a assembleia terminou, muitos judeus e prosélitos devotos seguiram Paulo e Barnabé, os quais com muitas palavras os exortavam a perseverar na graça de Deus. 44.No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a Palavra de Deus. 45.Os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e puseram-se a protestar com injúrias contra o que Paulo falava. 46.Então, Paulo e Barnabé disseram-lhes resolutamente: “Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a Palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos. 47.Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra” (Is 49,6). 48.Essas palavras encheram de alegria os pagãos que glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam predispostos para a vida eterna fizeram ato de fé. * 49. Divulgava-se, assim, a palavra do Senhor por toda a região. 50.Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território. * 51. Estes sacudiram contra eles o pó dos seus pés, e foram a Icônio.* 52. Os discípulos, por sua vez, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.”
- “3,1. Profetas: atender a nota de 11,27.
- 13,5. João: João Marcos, primo de Barnabé, do qual se falou no fim do capítulo precedente.
- 13,48. Vida eterna: entende-se no sentido de Jo 17,2s e designa a vida consagrada a Deus na fé em Jesus.
- 13,50. Religiosas: ou, então, senhoras prosélitas.
- 13,51. Sacudiram: este gesto simbólico é aconselhado por nosso Senhor mesmo (Mt 10,14).”
Comunidades em missão
Testemunhas autênticas

No livro dos Atos dos Apóstolos se reflete a realidade de quase todas as comunidades cristãs, desde a primeira comunidade de Jerusalém, da Samaria, do litoral do Mediterrâneo, da Síria, da Ásia, da Grécia e de Roma. Abrange um período histórico longo de quase 60 anos até a finalização da redação da obra. Nos anos da redação de Atos, entre 80 e 90 E.C., as primeiras lideranças da Igreja já haviam morrido. Foi um período de muitos conflitos entre judeus e cristãos na iminência de uma separação definitiva das sinagogas e do reinicio das perseguições do Império Romano contra os Cristãos.
Surgiram dificuldades internas com as novas lideranças que foram assumindo a orientação das comunidades, causando, algumas vezes, disputas e divisões. A influência de falsos doutores espalhava a confusão em meio às comunidades, com novas doutrinas e interpretações diferentes sobre a pessoa e a mensagem de Jesus. No decorrer dessa situação “a Palavra do Senhor crescia […]” (At 5,42). O número de pessoas que aderiam a Jesus Cristo, pela obra evangelizadora dos ‘missionários’, crescia dia a dia (At 4,4).
A força motora para esse clamor missionário é o Ressuscitado, que conferiu um novo sentido à história do povo de Deus. Ele abriu os olhos dos discípulos, como aos dois de Emaús, para que eles pudessem reler, com olhos novos, todas as Escrituras desde Abraão, passando por Moisés e pelos profetas (At 2,16.30.39). Releram com novo olhar a história de Jesus e a sua própria história por meio do discurso de Estevão (At 7,2-53).
Os discípulos e as comunidades superaram com muita firmeza e coragem o desafio da inculturação. Pouco a pouco as diferentes barreiras foram sendo vencidas, apesar das resistências dos grupos mais conservadores. A Palavra fez os seus caminhos e ajudou a comunidade a superar as dificuldades entre judeus e samaritanos (At 8,5-8.25) e as barreiras com as diferentes classes sociais, povos e raças (At 8,26-40). Venceram os preconceitos religiosos, acolhendo na comunidade os pagãos e os que representavam o poder do domínio estrangeiro na própria terra, como foi o caso de Cornélio, um centurião romano, acolhido na comunidade (At 10,1-47).
No livro dos Atos, Paulo é apresentado como o missionário e apóstolo incansável da Boa Nova. Tornou-se o modelo para os cristãos. No seu trabalho evangelizador tinha abertura às outras culturas, ao Império Romano, aos judeus, aos fracos e pobres. Lucas quis ressaltar as qualidades de Paulo como verdadeiro missionário e pastor no discurso que atribuiu a ele em Mileto, junto aos anciãos de Éfeso (At 20,17-38).


