Teologia da Aliança

TEOLOGIA DA ALIANÇA

Breve análise

Para iniciar, consideremos e analisemos se as exigências éticas da Aliança encontram ressonância na situação no tempo de Jesus. Em minha opinião sim! Por que as exigências éticas da Aliança ‘faz soar’ na postura de Jesus diante da situação de seu tempo. Fidelidade a Aliança; praticou a Justiça e a Misericórdia; ensinou o respeito ao próximo e ao bem comum; Trouxe um novo projeto de sociedade; relembrou e atualizou os mandamentos restituindo o Shema; renovou uma exigência à fidelidade ao projeto ético social tanto individual como familiar; ensinando a despojar-se; Jesus cumpriu as exigências éticas da Aliança rompendo as barreiras sociais com coragem diante dos opressores e poderosos do seu tempo.

Mais adiante, aprofundemos em alguns textos bíblicos, como por exemplo, em Gn 9,7-17; Gn 15,1-20; Ex 24,1-11 dispondo-os em três colunas paralelas, e perceber o que há em comum, onde está os motivos que aí figuram a aliança, como promessa, sinal, consenso, elementos da natureza, e tentar identificar quais são os elementos centrais em cada texto para que exista uma aliança. E também vamos tentar identificar se existe uma evolução desses elementos na sequência dos textos.

Alianças = sinais = com Noé – símbolo usado da criação (natureza), da Palavra (arco-íris) = com Abraão – sangue sinal de vida (circuncisão) = com o povo – aspeção de sangue de animais e banquete com a carne (refeição) mais leis (decálogo).

A linguagem matrimonial foi uma expressão da aliança entre Deus e o seu povo. Vamos comparar esta linguagem esponsal no profeta Oseias, Jeremias e Ezequiel encontrando citações que estão presentes nos textos, apontando semelhanças e diferenças.

Ligação íntima e esponsal: Aliança entre Deus e Israel; Jesus e sua(s) Igreja(s). “Não terá outros deuses diante de mim” Ex 20,3;

Oseias 1 – 3 : termos simbólicos > casamento com prostituta.

Jeremias 2,2: termos simbólicos > Deus e seu povo no deserto; afeição e amor, namoro.

Ezequiel 16,9-14: termos simbólicos > Deus abençoa sua esposa e a adoma com joias preciosas; mas ela é infiel / Ex 16,60: Aliança Eterna.

No que diz respeito à Aliança, como podemos compreender a expressão: “ O Segundo Testamento relê o Primeiro”?

Esta compreensão está ligada a criação: Deus é vida, criou o homem, que se corrompeu mortalmente; Deus vai transforma-la em nova vida, eterna, de um tempo cronológico para um tempo cósmico. Para os crentes escolhidos o mundo foi recriado em Jesus Cristo.

Deus desceu e veio, assumiu uma forma humana a fim de resgatar sua imagem e semelhança em nós, semelhança e imagem de Deus, que estava corrompida por desobediência de sua criatura. Cristo vence o pecado, a serpente, e devolve à sua criação a oportunidade de voltar ao Édem, ao Pai. Ao ressuscitar, Jesus Cristo foi glorificado pelo Pai e agora Ele tem toda autoridade sobre nossas vidas, sobre toda a criação = (direita do Pai) nos devolvendo a condição de ser chamados filhos de Deus.

A Teologia da Aliança requer um sentimento mais próximo, caminhar juntos, na presença de Deus. No nosso convívio com o próximo, com a criação. Vermos nas pessoas, na criatura, a imagem e semelhança de Deus. Nas comunidades eclesiais é fundamental a obediência a Deus, aos mandamentos, à Fé, à Esperança, à Caridade, à Justiça em todos os sentidos. Na Sociedade, que possamos ver a aliança como sentimento concreto, verdadeiro, de atitudes de filhos e não mais de pecadores.


 

 

 

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